O que a memória tem a ver com a lentidão do meu PC? (rimou!)

Olá amigos!

Muitas pessoas se deparam com um computador lento, e de modo geral, limitam-se a reclamar, talvez na esperança da CPU tomar jeito e dar uma melhorada súbita no desempenho do computador. A lentidão do sistema causa stress em muitos usuários, e isto está muito ligado ao fato de que a pessoa diante do computador não sabe como proceder diante desse mal.

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Está clinicamente comprovado que espancamento e cliques repetidos com o mouse não tornam o PC menos lento, hehe.

O primeiro passo: O Gerenciador de Tarefas do Windows

Conferir o Gerenciador de Tarefas é básico para saber o que está “comendo” o desempenho da nossa máquina, e para acessá-lo, pressione em seu teclado as teclas Alt + Ctrl + Del. Irá abrir uma tela onde você poderá clicar na opção do Gerenciador de Tarefas, como mostrado abaixo.

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Se você preferir, pode acessar o Gerenciador dando um clique com um botão direito do mouse na barra inferior do Windows, e selecioná-lo.

Como descobrir o causador da lentidão?

Diante do Gerenciador de tarefas, na guia Aplicativos, vemos todas as janelas abertas nesse instante. Em Processos e Serviços, vemos tudo o que está rodando para que os aplicativos e o sistema funcionem. E agora o meu preferido. Clicando em Desempenho, constatamos se de fato a lentidão é decorrente do uso dos recursos, através desse monitoramento gráfico.

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Interpretando os dados, podemos ver que:
1. O consumo de CPU está ok, vai.
2. 82% da Memória está em uso nesse momento. (é muito)

Então nesse caso, a Memória está sendo bastante usada…pois quanto mais programas e arquivos estiverem abertos no computador, maior será o consumo de Memória. Mas qual é o programa que, nesse instante, está mais sugando desempenho do PC?

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Dessa vez o Firefox levou a maior, como campeão disparado no consumo de Memória.

Esse consumo alto do Firefox é justificável, pois estou com vááárias páginas de internet abertas. Se fosse preciso liberar Memória para o computador executar outras tarefas mais rapidamente, bastaria eu fechar as páginas do Firefox, uma a uma, ou ainda, selecionar na figura acima o Firefox, e depois clicar no botão Finalizar Processo, que fica logo ali, no Gerenciador de Tarefas.

Apesar de ter incríveis 6GB de Memória aqui na máquina, ainda assim posso sofrer com lentidão se executar coisas demais simultaneamente, mas essa quantia me dá mais liberdade para abrir diversas janelas sem engasgar tão facilmente. Se o seu computador tem 2GB de Memória, logicamente que terá uma menor liberdade quanto à quantidade de coisas sendo executadas ao mesmo tempo. Com um pouco de dedicação, você poderá navegar muito bem tendo uma Memória de 2GB, fazendo menos coisas por vez, e assim, não entupindo o computador de atividades. Há também sempre a possibilidade de aumentar a quantidade de Memória, caso seja necessário fazê-lo.

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A Memória é como um malabarista, que se esforça para equilibrar todas as coisas que você abre no computador.

Portanto, SEMPRE, SEMPRE que seu computador ficar lento, não aja instintivamente. Respire, acesse o seu gerenciador de tarefas, veja aonde está o gargalo e lide com ele.

Abraço e até a próxima

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Atividade sobre Placa-mãe

A atividade de apresentação* de placa mãe deve abordar temas pertinentes ao usuário e também para o si próprio, Helpdesk.
Dica quente: encontre o manual da sua placa mãe no google.

Algumas ideias de tópicos pra dar um tchan na sua pesquisa:

Fabricante da placa e seu modelo (Ex: Gigabyte GA-H170M)
Se a placa é Onboard ou Offboard
Valor em R$ da placa atualmente e se é vantagem comprar uma igual em caso de defeito
Qual é o socket da placa.
Quais processadores essa placa aceita
Qual o tipo de memória a placa aceita
Qual o máximo de memória RAM que a placa aceita
Qual o esquema de montagem do painel frontal
Qual o cooler desse processador
Quantos HDs ou leitores de CDs podemos usar ao mesmo tempo nesta placa
Se tem conectores para placas de áudio, vídeo e rede
*Você e seu grupo devem se apresentar na linguagem do usuário. Não venha com tecnicismos que ninguém quer saber a taxa de frequência da Rebimboca da Simiesca PXX, óraite? Dúvidas, clique aqui e leia isso.

Mãos à obra

Assistimos “A vida secreta de Walter Mitty”. E o que a turma achou?

Na aula de hoje assistimos ao filme do título, e conversamos brevemente sobre ele.

O filme conta a história do Walter. Um cara com uma vida bastante comum. Aos 42 anos, se vê que ele nunca foi a um lugar legal, ou fez algo de interessante na vida. Mas na firma, executava o seu trabalho com muito capricho e dedicação. Sua aparência é de uma pessoa cansada, passiva,  e como fuga da realidade, viaja na maionese, ficando “fora do ar”, vivendo um incrível momento imaginário, enquanto a vida segue desinteressante.

Tudo muda quando o Walter precisa resolver uma treta do trabalho, e junto a isso, encara situações radicais, que o faz quebrar a mesmice de sua existência.

Se não viu, tá de bobeira! Tá um tapa no trailer e vê se num é bom!

 

O que os alunos pensaram sobre o filme?

“Corra atrás daquilo que você procura. Se desafie.” – Sinara

“Não viva uma vida de fantasias. Encara o problema e vai em busca de soluções.” – Sena

“As vezes aparecem na vida oportunidades magnificas, porém, com medo de arriscarmos, perdemos oportunidades transformadoras.” – Taís

” Toda aquela fantasia, na verdade, era o desejo de vivê-las. Depois de viver, ele mudou.” – Carlos Eduardo

“Não fique só pensando. Aja!” – Ana Lúcia

“Se tem um sonho, corra por ele, pois se você não ir atrás, ninguém vai por você.” – Joooorge

“Podemos ir mais longe do que imaginamos.” – Silas

“Persistência para resolver um problema que aparentemente não tinha jeito.” – Leonardo

“Usar a coragem a persistência para que possamos alcançar aquilo que realmente acreditamos.” – Vanessa

“As pessoas que viajam na maionese não são felizes.” – Dani

 

E se você pudesse mudar o nome do filme, qual seria?

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Tainá – O Imaginário
Silas –  Quinta Essência
Taís – Correndo Atrás
Felipe – Desafios da Vida
Carlos Eduardo – Aconteceu mesmo!
Alana – Mente Imaginária
Sinara – Arriscar vale a pena
Amanda – O Homem sem Limites
Caíque – Enfrentando o Desconhecido
Carla – Além dos Sonhos

 

Ixe…. que esses alunos dão show! Ao final do filme, teve aplausos e tudo.
Uma coisa que pude observar é que o trabalho não era o culpado da vida pouco animada do nosso personagem. A alegria ou a tristeza não devem brotar de fora para dentro. Não se pode procurar do lado de fora, aquilo que está em nosso interior. Ao meu ver, o Walter Mitty conseguiu, do meio para o final do filme, ativar uma energia interna para viver bem o instante presente, que até seus devaneios diminuíram bastante, como foi bem dito por alguns alunos.

Pra finalizar,
que façamos sempre a sábia escolha de aceitar o convite que a vida nos faz!

-Amém.

Uma experiência com curso de informática à distância

A Sra D. tem 75 anos e soube do meu trabalho com aulas particulares de informática por indicação, o que me deixa sempre muito feliz.

Ela quer aprender a usar a Internet no notebook que ganhou da filha. Seus motivos são, basicamente, para preencher seu tempo, aprender algo novo, e principalmente, se atualizar e acompanhar os demais membros da família, que a visitam com frequência.

Ela é muito inteligente. Trabalhou como professora por muitos anos. E percebi que quando eu ia vê-la, sempre semanalmente, acontecia que ela não tinha usado muito o notebook em minha ausência. Para que ela tivesse mais tempo de prática na informática, sugeri um curso online onde ela poderia dar continuidade aos estudos informáticos, complementando com nossos encontros semanais.

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Na informática, o atalho é o melhor caminho.

Para isso, criei um atalho na Área de Trabalho e ensinei o funcionamento básico da plataforma. Uma vez entendido, ela poderia deslanchar em seu aprendizado, em casa, sozinha e no seu próprio tempo.

 

O melhor curso online gratuito de informática básica

Fui visitar uma colega minha, professora de informática para adultos e idosos em um Centro Digital de Cidadania de Águas Claras, Salvador-BA.

Me lembro como se tivesse sido agora, quando abri a porta da sala de aula, e encontrei total silêncio e alunos dispondo de uma atenção de alto nível como eu nunca tinha visto antes.

Eram sete. Todas mulheres,  maiores de 60 anos. Uma aluna por micro, todas usando fones de ouvido e acompanhando uma videoaula pelo computador. Elas anotavam informações  no caderno, baixavam a cabeça e mapeavam o teclado, em busca da tecla mostrada no vídeo. Algo muito bonito de ver. Estavam ali, concentradas, respeitadas e no papel principal de seu próprio desenvolvimento. O ambiente era de uma paz revitalizadora.

Tratava-se de videoaulas gratuitas do site Be-a-Byte, do professor João Antônio. As alunas assistiam a uma aula, e depois, acessavam o site, faziam login e respondiam a um questionário sobre a aula assistida. A nota do questionário é exibida instantaneamente, e a aluna tem opção de refazer o questionário, ou seguir para a próxima aula, a depender de sua pontuação.

Como a Internet do local é de baixa velocidade, a professora conseguiu baixar e trazer as videoaulas em formato de arquivo, usando a Internet apenas para abrir e responder o questionário.Seria impossível terem acesso às videoaulas pelo modo online.

 

O resultado que vem acontecendo

A Sra D. passou a usar o notebook com muito mais frequência. O sistema do curso online a fidelizou, pois além da qualidade das aulas, criar um vínculo e o desafio de desbloquear novas aulas através de um questionário que deve ser respondido sempre ao final de uma vídeo aula, o prof. João Antônio possui um modo de ensinar que encanta e promove um aprendizado real.

Ela aprendeu sobre processadores, o papel das memórias, como funcionam os programas que ela abre apenas clicando, qual é o seu sistema operacional, software livre…e por aí vai.

Semana passada, fui à casa da Sra D. para mais um encontro, e pela primeira vez, outra pessoa veio abrir o portão em seu lugar.

É que a Sra D. estava totalmente dedicada a concluir uma videoaula.

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Se você é professor, recomendo que apresente o conteúdo do Be-a-Bytes para seus alunos, como forma de garantir maior sucesso em seu trabalho de ensino.
Se você quer aprender informática de casa, clique aqui, cadastre-se, use e abuse das aulas.

O profissionalismo do Dr Martin

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Dr Martin, um brilhante e bem-sucedido cirurgião vascular em Londres, desenvolve hemofobia (medo de sangue), forçando-o a parar de praticar a cirurgia. Ele obtém um posto como o único médico de clínica geral na vila de Portwenn, onde passava suas férias de infância com sua tia Joan. Ao chegar em Portwenn, ele encontra a clínica médica em desordem e herda uma recepcionista incompetente.

A série gira em torno de interações de Dr Martin com os moradores locais. Apesar de seu brilho médico, é rabugento, mal-educado e carece de habilidades sociais . Seu jeito direto e sem emoção, ofende muitos dos moradores, e é agravada por suas respostas invariavelmente desagradáveis. Eles percebem que o Dr Martin possui temperamento quente, enquanto ele exerce suas funções de forma profissional e não perdendo tempo conversando.

Dr Martin é bastante rígido e formal, e, invariavelmente, vestido de terno e gravata, independentemente do tempo ou ocasião. Ele não fuma e não hesita em apontar os riscos de comportamentos não saudáveis, seja em privado ou em reuniões públicas.
Os moradores, eventualmente, descobrem o seu medo de sangue. Apesar desta desvantagem, Dr Martin prova ser especialista em diagnosticar e responde eficazmente a várias emergências em sua prática médica. Assim, ele gradualmente ganha o respeito relutante de seus vizinhos.

Dr Martin tem dificuldade de expressar os seus sentimentos românticos para a professora Louisa. Ele sempre estraga momentos de ternura raros com, por exemplo, um comentário sobre uma condição médica desagradável ou solicitando uma amostra de fezes.

(texto adaptado. Fonte: Wikipedia)

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Dito isso, dá pra ter uma ideia sobre a figura.

Direto e objetivo como uma flecha. Cumpridor de seus deveres. Ético e inabalável. Firme e constante como um relógio. Acessível e preparado. Intenso, íntegro, incorruptível, e também rigoroso e arrogante como quem já sabe de tudo.

Doc Martin é o médico em que você poderia confiar, mesmo não gostando dele. Se por acaso você o tratar mal, não tem problema. Ele continuará a lhe tratar com o mesmo respeito de sempre, lhe oferecendo o mesmo nível de competência, lealdade e arrogância.
Tudo isso, observei assistindo aos três primeiros episódios de Doc Martin, que caiu no meu colo graças a essas sugestões da Netflix.

Os pontos positivos do Dr Martin (chamado de dr martinho daqui em diante) me impressionaram em seu jeito de trabalhar e me fizeram refletir minha própria atuação profissional.

 Seu jeito de trabalhar transmite mensagens

Com ele não tem cheiro mole, nem conversinha. Sua posições não tem volta. Sua palavra é uma só. Basta olhar sua postura, roupas e expressões faciais, que já entregam isso. Sua comunicação é limpa, clara e objetiva. Dita com voz bem posta, em alto e bom som. Sua ética e senso de justiça, inviolável. E essas são as suas marcas registradas.

Num certo episódio, um professor recém despedido descobriu que tem câncer na garganta e realiza sessões de quimioterapia para se tratar. Ele vai ao dr martinho e em uma dessas consultas, pede ao médico um atestado com data retroativa para que possa abrir um processo contra a escola que o despediu e se pendurar em um benefício vitalício. O dr martinho, sem hesitar, rejeita seu pedido e  argumenta como isso prejudicaria o seu exercício da medicina.

O clima fica mal para o professor, que percebe o absurdo que pedira para o doutor.
O dr martinho é do tipo que educa sem ser um educador, e inspira as pessoas a agirem de modo correto, racional e objetivo. O professor decide encarar a doença e retornar ao trabalho. Ele consegue ser recontratado pela escola que o despediu e, ainda mais animado, volta a ensinar música para as crianças da escola. Isso não é demais?

Sustente suas convicções e ajude as pessoas

Num outro episódio, o dr atende um caso de diarreia. No dia seguinte, ao chegar ao consultório no meio da tarde, o dr encontra sua recepcionista ao telefone com um paciente, dando dicas para tratar-se em casa, recomendando inclusive uso de alguns remédios.

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Posso escolher quais pacientes devem vir em minha clínica? Não, não pode.

-Você não deve dar orientações médicas aos pacientes da minha clínica. Esbravejou irritado, o doutor.
-Ah é!? Você deveria me agradecer por estar fazendo isso, pois do contrário, você passaria o dia inteiro atendendo pessoas com diarreia em vez de se concentrar nos casos mais graves.
-Como assim? Quantas pessoas com diarreia ligaram para a clínica?
-Só esta manhã, uma dúzia.

Prontamente, ele começa a encarar o desafio de descobrir o que está causando este surto. Faz enquetes improvisadas aos pacientes da clínica para descobrir alimentos e locais frequentados em comum, para encontrar um padrão e gerar um ponto de partida. Essa tarefa lhe exigiu habilidades de comunicação, raciocínio lógico, pesquisa, coleta e analise de dados. E fez tudo usar nenhum dispositivo, além do cérebro.

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Levante a mão quem tá frouxo e nadou na piscina semana passada.

Depois de ter interditado uma piscina escolar e fazer toda a vila desconfiar do serviço de fornecimento de água, ele descobriu a causa das diarreias e parou o surto.  Havia um senhor que queria ajudar o filho com as despesas da faculdade, e passou a vender garrafas tituladas de “Água Mineral Francesa” na região. Quanto mais o senhor se vangloriava com o aumento de suas vendas, mais pessoas adoeciam na vila.

Em entrevista a rádio local, o doutor disse que não se sente arrependido de nada, e que estava fazendo o seu trabalho, mesmo tendo desaprovação de suas atitudes, por parte dos moradores.

As vezes, para agir certo, é preciso ignorar, ir contra as recomendações das pessoas. Na hora do “vamo-vê”, todos dão um passo a trás,  e por não precisarem se envolver com a responsabilidade de tomar decisões, sentem-se confortáveis ao criticar aquele que está se arriscando e tentando resolver a situação. Todos estavam contra o dr martinho, a pressão era grande, suas declarações públicas não eram bem vindas. Os seus “erros” ficaram mais evidentes do que o resultado alcançado. E ele soube como continuar trabalhando sem se deixar abalar com o pensamentos do outros a cerca da sua competência.

Tenha coragem e supere seus desafios

Num capítulo emocionante (de verdade), um garoto cai de certa altura durante uma aula de Educação Física. Até aí tudo bem, mas depois a criança começa a apresentar maiores problemas. O dr martinho é chamado e descobre, de modo rudimentar, que o garoto rompeu o baço e precisa ser levado com urgência para o hospital.

Na ambulância, o quadro do garoto piora e o doutor precisa superar um trauma que adquiriu na própria carreira médica: ver sangue. Dr martinho administra o seu ponto fraco, adverte que pode vomitar durante o procedimento e corta o menino para segurar uma artéria com as mãos até chegar ao hospital, salvando sua vida.

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Engole o medo e vai que dá.

O único modo de crescer pra valer, é derrubando as barreiras que te limitam. Do que você tem medo? O que te impede de crescer e como você pode acabar com isso?

Se você não consegue escrever, crie um blog e publique um post por semana sobre qualquer tema e desenvolva em si, esta habilidade.

Se você não consegue falar em público, além de dominar um conteúdo, dedique tempo para treinar, estudar sobre essa prática (existem muitas dicas e cursos na internet). Faça gravações de suas tentativas e depois assista e perceba onde precisa melhorar. Busque assistir também quem faz isso bem feito e absorva delas aquilo que for bom para você.

Se você acha que nunca vai conseguir cozinhar, vá para a cozinha com sua mãe ou namorada e comece a dar os primeiros passos. Até nisso a internet pode ajudar, então, porque não começar?

Treine, ensaie, leia, peça ajuda, pratique, e principalmente, se coloque em situações desconfortáveis para você e se veja crescendo e se tornando cada vez mais valioso enquanto pessoa e profissional.

Meu barbeiro favotiro

barba

O barbeiro preocupado em me servir bem, inventou de botar na minha boca uma bolinha de madeira, que pressionada contra a bochecha, facilitava o arremate da barba.
Começava do lado direito. Ele fazia a barba desse lado, e ai depois mandava rolar a bolinha pro lado esquerdo.

Curioso, perguntei:
– Ninguém nunca engoliu esse troço não?
E ele responde:
– Muitas vezes, mas o povo daqui é muito honesto. No dia seguinte dia eles sempre devolvem!

O imediatismo da era digital

Sem títuloPercebem como nossos alunos  vivem meio que de forma impaciente, imediatista e frustrada?

Em 2014, trabalhei no infocentro de Fazenda Coutos, em Salvador-BA, e as aulas seguiam em computadores extremamente lentos em alguns momentos, devido aos seus quase 10 anos de uso. Estes guerreiros estão lutando, diariamente, contra a obsolescência de sua geração computacional. São verdadeiros campeões e ainda estão lá – tragam-lhes uma medalha.

Diante da lentidão dos processos, eu já tive aluno que bateu na mesa, que rangeu os dentes, e até que pulou da cadeira por causa da impaciência. Alunos que, inclusive, desistiam da atividade pela incapacidade de esperar. Não, o computador não estava travado (ainda).

Chamo atenção para que o foco deste post seja o comportamento dos jovens diante de algo que não acontece com a velocidade ao qual ele está habituado. Para os que vivem inseridos num sistema onde tudo está ao alcance de um clique: os amigos, o entretenimento, a namorada, o conhecimento, a frustração era certa.

Alunos que não tinham computadores em casa e tiveram neste percurso educativo seu primeiro contato com a informática, conseguiam lidar melhor com essas situações. Mas, por quê? Será que apenas por falta de referencial de desempenho?

O mundo não dá respostas na velocidade de um clique. E é aí que há o choque entre o tempo da vida e o tempo dos bits. Muitos jovens não tem uma visão clara da ideia de ‘espera’, tão menos de ‘futuro’. Estes são conceitos abstratos, onde apresentam dificuldade em compreender e saber lidar. E é dever do educador refletir com seus alunos e dar  a eles instrumentos que sejam capazes de ajudar a responderem melhor ao tempo e a ansiedade.